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"Aqui somos mestiços, mulatos

Cafuzos, pardos, tapuias, tupinamboclos

Americarataís, yorubárbaros

Somos o que somos

Somos o que somos

Inclassificáveis"

(Arnaldo Antunes)

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Sejam muito, mas muito bem-vindos (as) ao documentário-festival do Somos Comunidade! NÃO HÁ SOL A SÓS é o registro do conceito mais amplo de casa, de morada, de pertencimento e identidade. A casa entendida como corpo, como edificação, e também como a comunidade e o mundo onde interagimos. 

Alternando relatos de vidas que pulsam e impulsionam o Morro das Pedras com números artísticos das diversas manifestações abordadas pela Escola de Artes Instituto Unimed-BH, o registro conta a história da comunidade, redescobrindo sua vocação e identidade. 

 

Sem abandonar o formato de festival, exibindo a criatividade e o talento local através de cada número criado, ele se faz lente, capaz de ampliar e reverberar a diversidade de vozes e talentos do Morro das Pedras. Transitando entre o empreendedorismo, o dia-a-dia de seus moradores e as artes cênicas, urbanas e visuais, o trabalho amplia os sentidos e nos aproxima de uma das maiores comunidades da Grande Belo Horizonte. 

Uma chance ímpar para descobrir e conhecer a comunidade vibrante do Morro das Pedras, o lugar de onde saíram as primeiras pedras para edificar a metrópole de Belo Horizonte.

O documentário-festival NÃO HÁ SOL A SÓS exibe os diversos números artísticos criados e protagonizados pela comunidade do Morro das Pedras através das vivências experimentadas na Escola de Artes. E apresenta participações especiais de grupos e artistas renomados de Minas Gerais e do Brasil. Dirigido pelo artista audiovisual, produtor e roteirista Chico de Paula, o documentário-espetáculo amplifica, definitivamente, a diversidade de vozes e valores do Morro das Pedras.

Entre relatos de vidas e números artísticos, aborda a história da comunidade, sua diversidade, o resgate de sua vocação e identidade, reinventados à luz das transformações da sociedade brasileira. O resultado é a redescoberta de uma comunidade potente e disposta a se mostrar por inteiro e diferente de qualquer imagem que já se fez dela.
 

“A dinâmica dos fios a tecer,
e no entrelaçar dos fios, a contínua gestação do ser, do SOMOS.
Toda a beleza facial do coletivo 
dependerá da fecundação da oferta individual.
Os fios se movem, pela manhã, até o entardecer,
no qual o mover dos corpos a encantar,
o brilho dos olhos, pela emoção..."

(Júlio Alvair)

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ESTRELAS QUE BRILHAM

NO NÃO HÁ SOL A SÓS

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  • Terra (Caetano Veloso) - Maurício Tizumba e Bloco Saúde.

  • Girassol (Cidade Negra) - Adrianna Moreira, Hélio Andrade e Danças Urbanas Infantil.

  • Tá escrito (Revelação) - Domingos do Cavaco, Raquel Seneias e Batuque Salubre Infantil.

  • É o que me interessa (Lenine) - Wagner Morrone e Grupo Mira.

  • Um Índio (Caetano Veloso) - Coral Unimed-BH e Bárbara Morrone.

  • Aquarela do Brasil (Ary Barroso) - Elza Soares, Mano Coti, Vinição e Cia Masculina Núcleo Artístico.

  • Redescobrir (Gonzaguinha) - Cinara Ribeiro, Grupos Pré Clássicos 1A e 1B da Escola de Artes do IUBH.

  • Trem Bala (Ana Vilela) - Ryan Bernardo, crianças Bárbara Morrone, Raynara Melissa da Silva, Sophia Alves Lopes e Yasmin Nicole Ferreira e Balé Pré-Clássico 3 da Escola de Artes do IUBH.

  • Na Batucada (U-Gueto) - Carlinhos Brown, U-Gueto e Batuque Salubre Adulto

  • Amor de Índio (Beto Guedes e Ronaldo Bastos) - Fernanda Takai, Rick Silva e Balé Pré Clássico 4 da Escola de Artes do IUBH.

  • Anima (Milton Nascimento e Zé Renato) - Mônica Salmaso, Evandro Melo, Orquestra Sinfônica de Betim e Balé Clássico 4  da Escola de Artes do IUBH.

  • Inclassificáveis (Arnaldo Antunes) - Jazz Orimauá, Danças Urbanas Adulto e vocal com todos os cantores solistas do MDP

  • Gente (Caetano Veloso) - Equipe Somos Comunidade.

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“Somos o que somos, porquê sim. Somos o que somos porque não estamos sozinhos. Somos o que somos porque sou, porque somos Morro das Pedras, Morro de Poesia, Morro de Palavra Dita, e muito, mas muito bem representada por nós.”

(Jazz Orimauá)

CRIAÇÃO HÍBRIDA E COLETIVA

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A equipe de criação do Somos Comunidade, formada pela Coreto Cultural e o Instituto Unimed-BH, entrou no ano de 2021 com o grande desafio de construir, pela primeira vez, um espetáculo musical de muitos palcos, talentos, histórias, cenários e locações. Em cena, toda a potência expressiva do Morro das Pedras. E para criar o eixo narrativo do documentário proposto, a criação buscou canções da MPB que poderiam trazer temas baseados nos valores, sonhos e expectativas indicados no levantamento do Mapa Afetivo, a primeira etapa desta edição do projeto. 

As gravações das canções e trechos do documentário-festival reuniram diferentes gerações de artistas da comunidade no Estúdio Gunga, instalado no Centro Cultural Flor do Cascalho.

Na interpretação do repertório selecionado, os solistas foram acompanhados por estrelas da música popular brasileira como Elza Soares, Fernanda Takai, Mônica Salmaso, Carlinhos Brown, Adrianna e Maurício Tizumba, além de outros grupos apoiados pelo Instituto Unimed-BH. 
 
O
diretor musical Gilvan de Oliveira elaborou os novos arranjos de cada uma das canções, que foram executadas pela banda formada por artistas do 1º time da música instrumental mineira e mixadas por Alessandro Tavares. O resultado musical serviu de base para as gravações audiovisuais realizadas no Morro das Pedras e no Palácio das Artes.

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HISTÓRIAS ENTRELAÇADAS

De maio a julho, o Morro das Pedras assistiu o movimento intenso da produção do documentário-festival Não há sol a sós. Dentro de casa e em parte, na própria Escola de Artes, as crianças e jovens da comunidade ensaiaram a pleno vapor as coreografias criadas pela diretora artística Inês Amaral, que também acompanhou de perto as transmissões on-line dos ensaios via redes sociais. 

 

As oficinas de formação profissional destinadas a jovens da própria comunidade nas áreas de figurino, fotografia, audiovisual, produção executiva e grafite, forneceram ideias, criações, imagens e vestuário, que foram integradas à produção do espetáculo. 

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A participação de organizações, lideranças, empreendedores, artistas e moradores do Morro das Pedras na construção do Somos Comunidade foi ativa e constante. Muitas das vocações e expectativas contempladas durante as etapas  foram identificadas no HackaCom, encontro que discutiu propostas de desenvolvimento de negócios, além de apontar as demandas por formação profissional percebidas pela comunidade.

 

Este potencial foi amplamente aproveitado também na produção do documentário-festival. Cerca de 20 pessoas do próprio Morro das Pedras foram contratadas no apoio direto às demandas de logística, transporte, alimentação e preparação dos locais de gravação. Estes produtores também indicaram os becos, vielas, lajes, locais de gravação e, principalmente, personagens marcantes da comunidade para o adequado registro de imagens e depoimentos conforme as previsões de roteiro.

ESCOLA DE ARTES BRILHOU NO PALCO E NAS RUAS DO MDP

Referência para a comunidade do Morro das Pedras, a Escola de Artes do Instituto Unimed-BH se valeu da rede virtual que mantinha com os pais dos alunos para garantir a continuidade das aulas em modo on-line durante a pandemia. 

 

Pelas redes sociais, os professores transmitiram as lições e os alunos respondiam, gravando em casa os exercícios solicitados. Assim, as aulas de balé, danças e percussão não foram interrompidas, permitindo que uma uma parte significativa das crianças e jovens vinculados à escola pudessem se preparar, em casa, para participar do documentário-festival. 

 

Assim, três turmas da Escola de Artes, Pré Clássicos 3 e 4 e Clássico 4, num total de 48 crianças e jovens, dançaram no palco do Palácio das Artes, observando todos os procedimentos preventivos ao coronavírus. 

 

Já os alunos entre 6 e 8 anos das turmas Pré-Clássicos 1A e 1B e os grupos Batuque Salubre Infantil e Batuque Salubre Adulto dançaram em locações ao ar livre, no Morro das Pedras. Os números de dança também contaram com a participação dos bailarinos convidados dos grupos Mira e da Companhia Masculina do Núcleo Artístico Camaleão.