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ESPETÁCULO CELEBRA 20 ANOS DA ESCOLA DE ARTES NO GRANDE TEATRO CEMIG PALÁCIO DAS ARTES

há 16 horas
4 min de leitura


O Somos Comunidade retorna ao Grande Teatro Cemig Palácio das Artes para abrir as comemorações do 20º ano da Escola de Artes Instituto Unimed-BH, com o espetáculo inédito "Tudo que Move é Sagrado". Com mais de 400 artistas em 20 cena e duração de cerca de 75 minutos, a apresentação acontece no domingo, 27 de setembro de 2026, às 18h. O projeto é uma realização da Coreto Cultural com o patrocínio do Instituto Unimed-BH, parceiro do Programa há 12 anos.


O título "Tudo que Move é Sagrado” vem de canção de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, e a ideia que atravessa o espetáculo é direta. O sagrado não está nas coisas, está nas relações. O coração existe no pulsar, o tambor existe ao vibrar, a escola existe no gesto de ensinar. A imagem que organiza as 20 cenas é a da circulação. De sangue, de ritmo, de memória, de afeto, de conhecimento que passa de geração em geração. 


O elenco completo reúne 138 alunos de balé clássico, 49 percussionistas, 35 de danças urbanas, 33 de jazz, integrantes do Grupo Somos, 16 bailarinos da Cia Masculina e do Grupo Mira, 73 integrantes do Coral Unimed-BH e da Orquestra SABRA, 40 do Bloco Saúde e da Sociedade do Riso, além do Agbara, solistas e músicos convidados. A direção artística é de Lilian Nunes e Inês Amaral, os figurinos de Priscila Gouthier, cenário virtual de Chico de Paula e luz de Bruno Cerezoli.


"Vinte anos de Escola de Artes são também vinte anos de vidas que se transformaram. Cada aluno que passou por aqui levou um pedaço da escola e deixou a sua marca. Esse espetáculo é a celebração desse organismo vivo que se reinventa a cada geração, mas continua sendo reconhecido como um só", afirma Lilian Nunes, diretora artística e executiva da Coreto Cultural.


Inês Amaral, destaca que, ao longo de 20 edições realizadas consecutivamente, a Escola de Artes se tornou, para muitos, um lugar de pertencimento, de encontro e de descoberta. “Um espaço onde cada corpo pode se expressar, onde talentos podem ser reconhecidos e onde relações podem ser construídas. Talvez esse seja o maior legado: ter ajudado a formar pessoas mais conscientes de si, mais confiantes para enfrentar a vida e mais disponíveis para construir algo junto. Porque, no fundo, não se trata apenas de formar bailarinos ou artistas. Trata-se de oferecer ferramentas para que cada indivíduo possa descobrir quem é, reconhecer sua potência e compreender que faz parte de algo maior. E é justamente essa ideia que está no coração do 20º ano: começamos com um pulso, um coração individual. Aos poucos, outros corações se aproximam, até que percebemos que aquilo que pulsa em cada um de nós pode formar um grande organismo vivo. São 20 anos de muitos indivíduos que, juntos, construíram uma história que continua pulsando”, acredita. 



"Tudo que Move é Sagrado” 

O espetáculo abre com um prólogo de forte impacto visual: cinco bailarinas em idades crescentes apresentam solos sequenciais sobre "Amor de Índio" (Beto Guedes e Ronaldo Bastos), cada uma representando uma fase do que a escola formou em duas décadas. Ao fundo, no telão de LED, imagens de espetáculos anteriores em preto e branco com pinceladas de cor. São 20 anos passando no próprio corpo, antes de qualquer palavra.


Das turmas iniciais de pré-clássico até os bailarinos profissionais do Grupo Mira e da Cia Masculina, o espetáculo percorre diferentes grupos e gerações da Escola de Artes Instituto Unimed BH. Uma das cenas mais aguardadas reúne, pela primeira vez juntos, professores de dança e percussão da Escola, com figurinos feitos de camisas doadas por médicos, eles interpretam uma versão de "Carnavália" (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte) com letra que fala do Morro das Pedras e de suas sete vilas. O Coral Unimed-BH e a Orquestra Jovem SABRA se unem em "Clareou" (Serginho Meriti e Rodrigo Leite), numa montagem em que cantores se deslocam da plateia ao palco enquanto as cordas ocupam o fosso do teatro.


Convidados e repertório 


O espetáculo presta homenagem a Gilvan de Oliveira, diretor musical das edições anteriores do Somos Comunidade. O repertório ainda inclui "Maria Maria" (Fernando Brant e Milton Nascimento), “De Toda Cor” (Renato Luciano), “Mortal Loucura” (José Miguel Wisnik e Gregório de Barros), "Inclassificáveis" (Arnaldo Antunes), "Paciência" (Lenine), "Bola de Meia, Bola de Gude" (Fernando Brant e Milton), “Feliz Alegre e Forte (Marisa Monte, Pretinho da Serrinha e Rachell Luz), “Anima” (Zé Renato e Milton), “Pescador de Ilusões” (Rappa), “Felicidade” (Marcelo Jeneci)  e "Carinhoso" (Pixinguinha), esta última em cena interativa em que o projeto Dança a Dois convida a plateia a dançar e cantar. O ápice percussivo fica com o Agbara e Batuque Salubre, que apresentam uma performance surpresa e a interpretação de "Na Batucada", composição do U-Gueto, da comunidade Morro das Pedras, gravada por ele e Carlinhos Brown no documentário “Não Há Sol a Sós”(2021). 


O Grupo Somos, núcleo permanente de formação em dança e percussão criado em 2024 pelo Somos Comunidade, abre o espetáculo com "Amarelo Azul e Branco" (Anavitória) ao lado de percussionistas convidados. Ao longo de 2025, o grupo circulou por sete festivais da região metropolitana e participou das montagens "Herói" e "Recriar" do Grupo Camaleão, acumulando quase 6 mil pessoas em seu público. Em 2026, o grupo continua seu ciclo formativo e sobre ao palco do Palácio das Artes com uma performance que mistura múltiplas modalidades de dança.

 
 
 

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